Bombeiros de Bragança foram “anjos da guarda” durante o nevão

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bragançaA neve que caiu na madrugada e manhã de ontem no Nordeste Transmontano levou algumas instituições do concelho de Bragança a recorrer aos bombeiros para entregar as refeições aos utentes. Foi o caso do Centro Social e Paroquial de Babe.
Os soldados da paz abraçaram a missão de levar o almoço a 17 idosos de várias aldeias da Lombada, onde os acessos estavam mais difíceis por causa da neve.
Milhão, Quintanilha, Palácios, São Julião foram algumas das aldeias por onde passou o jipe dos Bombeiros Voluntários de Bragança.
Apesar do almoço se ter atrasado, os utentes não estavam muito preocupados. “Pensei que nem vinham com a neve. Já estava a tratar de fazer eu o almoço”, conta Leonor da Purificação, de Palácios.
Uns quilómetros à frente, em Quintanilha, Maximino Fernandes já estava a comer um pedaço de pão, enquanto esperava pelo almoço. “Eu sabia que vinham, como não ligaram a avisar sabia que não falhavam. Mas a fome já estava a apertar, a barriga já estava a dar horas e fui comendo alguma coisa”, conta.
Maria Cândida Mesquita é uma das funcionárias que faz a distribuição dos almoços. Em dias de neve garante que a única solução é pedir ajuda aos bombeiros. “Porque temos muitos utentes pelas aldeias e com a neve temos medo de não conseguir passar com a nossa carrinha”, afirma Maria Mesquita.
Depois de terminar a distribuição, o bombeiro Telmo Martins, da corporação de Bragança, confessa que foi difícil chegar a alguns locais. No entanto, garante que é um procedimento normal em dias de neve. “Costumamos prestar auxílio a vários Centros de Dia”, assegura o soldado da paz.

Alunos das aldeias sem aulas
Ontem os transportes urbanos também não chegaram às aldeias. “Saíram, mas os acessos estavam complicados e tiveram que voltar para trás”, conta o presidente da Câmara Municipal de Bragança.
Hernâni Dias afirma que só foi possível realizar a linha de Alfaião, o que fez com que a maioria dos alunos que vivem nas aldeias não pudessem vir às aulas. “Houve estudantes que não puderam ser transportados, as faltas serão justificadas. Na cidade as escolas estão a funcionar normalmente, não se justificava estarem fechadas”, realça Hernâni Dias.
No terreno, foram colocados dois limpa-neves, oito carrinhas, um tractor e 38 colaboradores do município e foram espalhadas 10 toneladas de sal durante a manhã.
No concelho de Alfândega da Fé também houve alunos que não foram transportados por causa da neve. A Estrada Nacional 315, na serra de Bornes, e a Municipal 576, que dá ligação a Gebelim, estiveram mesmo cortadas.

(Fonte: Jornal Nordeste)

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Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).