Beja: distrito tem mais meios para combater fogos

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formaturaO Dispositivo Especial de Combate a Incêndios prevê que na fase mais problemática, de junho a agosto, estejam disponíveis no distrito de Beja 57 equipas integrando 278 operacionais, apoiados por 79 veículos e um helicóptero sediado em Ourique. O ministro da Administração Interna garantiu, esta semana, que Portugal está preparado para a época de incêndios e o major Vítor Cabrita, responsável pelo Comando Distrital de Operações de Socorros de Beja (CDOS), confirma que houve um reforço de meios na região.

Aquilo que mais preocupa Miguel Macedo, ministro da Administração Interna, é o número anormal de ignições registadas no ano passado, “com dias em que se atingiram as quatro centenas”. Daí resulta a prioridade apontada pelo responsável governamental, que passa pela redução dos focos de incêndio.
No distrito de Beja, esse trabalho de casa foi realizado ao longo do ano pelas equipas de sapadores municipais que levaram a cabo operações de limpeza das matas e abertura de caminhos, sob a supervisão do CDOS.
Paralelamente, este organismo promoveu ações de formação de combate a incêndios com duas centenas e meia de operacionais das corporações de bombeiros voluntários, das equipas de sapadores municipais e elementos do Regimento de Infantaria n.º 3.
Na primeira fase, que se iniciou ontem, quinta-feira, e durante 15 dias, o distrito vai contar com um grupo de combate a incêndios, apoiado por quatro viaturas, dois autotanques de abastecimento de água e um carro de comando, no total de 26 homens.
No início de junho juntar-se-ão a este grupo equipas da GNR, PSP, Sapadores Florestais e grupos de cinco homens em todas as corporações de bombeiros voluntários, para além de seis equipas de apoio logístico. Também entrarão em ação equipas de vigilância nos parques nacionais do Sudoeste Alentejano e Costa Vicentina e do Vale do Guadiana, bem como quatro torres de vigia sob a responsabilidade da GNR.
Na dependência da Proteção Civil, participam na operação 28 “canarinhos” que se fazem deslocar em cinco veículos todo-o-terreno.
Em julho entrará em ação o helicóptero sediado em Ourique, e com um raio útil de 40 quilómetros. Para além deste meio aéreo de intervenção rápida, mais quatro aeronaves deste tipo podem, e devem, dar apoio ao combate a incêndios no distrito, mas estão sediadas em Cachopo e Monchique, no Algarve, em Grândola e em Évora.
Para além dos meios aéreos, surgirá ainda o reforço de mais duas equipas de combate a incêndio, totalizando então 17, e o mesmo número de grupos de apoio logístico.
Do fim de agosto até ao meio de outubro assistir-se-á à redução dos meios e efetivos para 24 equipas, 172 operacionais e 56 veículos.

(Fonte: Diário do Alentejo)

 

 




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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).