As reações à escolha de Eduardo Cabrita para ministro da Administração Interna

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Bombeiros estão satisfeitos com a escolha de um homem de “grandes decisões”, GNR espera peso político e SEF uma mudança na “indefinição”. Profissionais de Polícia preferiam alguém de fora do Governo.

O presidente da Associação Nacional dos Bombeiros Profissionais (ANBP), Fernando Curto, considerou uma “boa escolha” o nome de Eduardo Cabrita para ministro da Administração Interna.

“Ficámos satisfeitos, os bombeiros e a proteção civil irão beneficiar”, disse Fernando Curto à Lusa a propósito do nome escolhido para suceder a Constança Urbano de Sousa, que se demitiu esta quarta-feira, no Ministério da Administração Interna.

“Só temos boas referências, não só como político mas também como técnico. Conhece as matérias que nos dizem respeito, a temática e a orgânica da proteção civil e dos bombeiros”, disse o presidente da ANBP à Lusa, adiantando que Eduardo Cabrita tem todas as condições para “fazer uma boa governação”.

Eduardo Cabrita, acrescentou Fernando Curto, tem estado “direta e indiretamente” ligado à temática dos bombeiros e “sempre ouviu” sindicatos e associações.

“Já trabalhámos com ele e ficámos satisfeitos”, concluiu Fernando Curto.

Liga de Bombeiros Portugueses fala em homem de “grandes decisões”

O presidente da Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) afirmou que o Ministério da Administração Interna (MAI) estava a precisar de alguém com “dimensão e experiência política”, considerando Eduardo Cabrita um homem de “grandes decisões”.

“Conheço o ministro Eduardo Cabrita há muitos anos, sei que é um homem de grandes decisões, um homem aberto, que aposta na descentralização, tem ligação às autarquias, um parceiro fundamental da proteção civil, e que tem grande proximidade ao primeiro-ministro”, disse à agência Lusa Jaime Marta Soares.

“Esta escolha é um sinal de alto sentido de responsabilidade, o ministério estava a precisar desta dimensão política e desta experiência política”, salientou.

Marta Soares referiu que o importante é que o ministro venha “imbuído de um espírito de colaboração, de entendimento e da procura de soluções” para a proteção civil.

“Estou convencido de que quem vier assim encontrará dos bombeiros portugueses toda a abertura para encontrar soluções que estabilizem o setor e desenvolvam tudo o que importa para que possamos ser um país moderno nesta área da proteção civil”, referiu.

O responsável acrescentou que a LBP vai estar disponível para conversar e negociar com o novo ministro, afirmando que os “objetivos que desejamos e que importam à sociedade portuguesa não têm sido atingidos”.

“Temos propostas que colocámos em cima da mesa e apresentamos hoje ao primeiro-ministro. Espero que o saber e competência de um homem com grande experiência politica possa ser uma alavanca que abra as portas de um futuro de diálogo e da procura de soluções que têm emperrado”, concluiu.

Profissionais da GNR esperam ministro com peso político e sem promessas vãs

A Associação dos Profissionais da Guarda (APG/GNR) espera que Eduardo Cabrita, “venha com vontade de resolver os problemas” dos profissionais da guarda, esperando “peso político” no Governo e não “promessas vãs”.

“O que pedimos, de facto, é que o novo ministro venha com vontade, não com promessas vãs, que disso já estamos fartos, mas que queira resolver”, disse à Lusa César Nogueira, presidente da APG/GNR.

César Nogueira disse que os problemas com os quais Eduardo Cabrita vai ter que lidar “não são tão poucos quanto isso”, destacando a falta de meios humanos e operacionais na Guarda Nacional Republicana (GNR).

“Esperamos que venha para resolver, que tenha peso político junto do Governo para puxar pela tutela das polícias”, disse César Nogueira.

O presidente da APG/GNR espera também que a substituição a meio da legislatura não signifique atrasos na resolução das questões referentes à GNR.

“As substituições nunca são muito boas, porque agora o novo ministro vai querer inteirar-se de todos os diplomas, de todos os aspetos, e isso é sempre perder tempo. Tempo é coisa que já não temos, por isso esperemos que já tenha conhecimento de todas as matérias e de todas as dificuldades que a GNR tem para começarmos a trabalhar”, disse.

Profissionais de Polícia esperam novo ministro “com energia para pegar no dossiê” das polícias

A Associação Sindical dos Profissionais de Polícia (ASPP) espera que Eduardo Cabrita “venha com energia” para pegar no ‘dossiê’ das polícias e com vontade de executar um conjunto de diplomas que estão em negociação.

“Nós não conhecemos particularmente o senhor ministro na área da Segurança Interna, mas esperamos que ele venha com vontade de concretizar um conjunto de diplomas que estão em cima da mesa, que estavam a ser negociados e debatidos com a ex-ministra da Administração Interna”, disse à agência Lusa Paulo Rodrigues, presidente da ASPP.

Para o dirigente sindical, o próximo titular da pasta do Ministério da Administração Interna (MAI) deve assumir o cargo com vontade de resolver as questões pendentes deixadas pela antecessora.

“O mais importante é que, de facto, venha com energia suficiente para assumir todas as situações que estão em cima da mesa, e que são muitas, tendo em conta que houve até uma manifestação recentemente das forças e serviços de segurança. Esperemos que venha com a energia necessária para pegar no ‘dossiê’ das polícias, e, neste caso em concreto, da Polícia de Segurança Pública, e que venha com vontade de concretizar”, declarou Paulo Rodrigues.

Sindicato do SEF diz que Eduardo Cabrita tem “peso político” e espera “mudança”

O presidente do Sindicato da Carreira de Investigação e Fiscalização do SEF (SCIF), Acácio Pereira, considera Eduardo Cabrita um ministro “com peso político”, de quem espera uma mudança na “indefinição” que é o Ministério da Administração Interna.

Para o sindicato da carreira de investigação do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF) é preciso que o novo ministro “mude o estado de coisas” no Ministério.

“Espero que sejam criadas as condições para que se volte a um clima de estabilidade, importante numa estrutura policial como a do SEF”, disse Acácio Pereira.

O responsável adiantou que espera nomeadamente que o SEF seja dotado dos meios para responder às necessidades dos cidadãos.

Sindicato dos Profissionais de Polícia diz que novo ministro devia ser “fora do Governo”

O Sindicato dos Profissionais de Polícia (SPP-PSP) considerou hoje que o novo ministro devia ser alguém fora do atual Governo, referindo que teme que sejam mantidas “as mesmas linhas orientadoras”.

“Defendemos que devia ser alguém de fora do atual Governo. Tememos que mantenha as mesmas linhas orientadoras e que não resolva os problemas”, disse à Lusa Mário Andrade, do SPP-PSP.

No entanto, o sindicalista disse esperar que Eduardo Cabrita olhe para as reais necessidades da Polícia de Segurança Pública.

“Esperamos que reconheça as verdadeiras necessidades da PSP, algo que não foi reconhecido pela anterior ministra da Administração Interna”, defendeu.

Fonte: TSF – www.tsf.pt




Sobre quem enviou a noticia

Paulo Reis

Paulo Reis

É Natural e residente em Esmoriz, a sua vida profissional está ligada à indústria automóvel nestes últimos 18 anos como CAD Designer. É um dos fundadores da Rádio Voz de Esmoriz, onde atualmente, apresenta o programa de rádio “Bombeiros em Missão”. Está ligado desde tenra idade aos Bombeiros de Esmoriz onde fez parte da orquestra do Grupo Cénico e hoje, ocupa o posto de Bombeiro de 1ª. É na atualidade responsável pelo Grupo de Comunicação & Imagem da corporação e integrou a equipa do portal bombeirosdeportugal.com.