ANPC: “é absolutamente especulativo e despropositado imputar qualquer tipo de responsabilidades”

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anpcA Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) considerou hoje ser “especulativo e despropositado imputar qualquer tipo de responsabilidades” aos bombeiros, como referem dados preliminares divulgados na imprensa que apontam falha humana nas mortes ocorridas nos incêndios de verão.

Alguns órgãos de comunicação social divulgaram dados preliminares de um inquérito aos fogos pedido pelo Governo, segundo os quais os bombeiros negligenciaram a forma de atuação, ao violarem regras de segurança, em sete dos oito casos mortais nos incêndios ocorridos no verão.

Segundo a imprensa, houve erros de manobra, mau posicionamento no terreno e ainda erros na abordagem aos sinistros.

Em comunicado enviado à agência Lusa, a ANPC esclarece que, “até ao momento, apenas foi entregue um relatório preliminar, esperando-se nos próximos dias a receção do relatório final”.

Segundo a ANPC, estão a ser analisadas “cada uma das ocorrências a onde ocorreram vítimas mortais entre os soldados da paz”, em complemento do relatório sobre os acidentes com vítimas mortais no contexto de incêndios florestais deste ano.

“Face a este quadro, que é factual, é absolutamente especulativo e é absolutamente especulativo e despropositado imputar qualquer tipo de responsabilidades”, sublinha a ANPC no comunicado.

 

(Fonte: RTP)




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).