ANPC alerta população para mau tempo c/video

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(Fonte: TVI24)

AVISO À POPULAÇÃO – PRECIPITAÇÃO, NEVE, VENTO E AGITAÇÃO MARÍTIMA – MEDIDAS PREVENTIVAS

1. Situação Meteorológica:

No seguimento do contato com o Instituto Português do Mar e da Atmosfera (IPMA), realizado hoje, 31 de janeiro, no Comando Nacional de Operações de Socorro (CNOS), da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC), e de acordo com a informação meteorológica disponibilizada prevê-se para as próximas 48 horas um agravamento das condições meteorológicas, salientando-se:

– Períodos de chuva, que poderá ser por vezes forte (entre 30 e 40 mm em seis horas) nas regiões do norte e do centro a partir do fim da madrugada até ao início da tarde de quinta-feira.

– Queda de neve acima de 1000 metros de altitude, podendo acumular mais de 5 cm, durante o dia de quinta-feira.

– Vento de sul (rodando para o quadrante oeste a partir da tarde de quinta-feira) soprando forte no litoral com rajadas até 75 km/h e nas terras altas com rajadas até 95 km/h, a partir do final do dia de quarta-feira.

– Agitação marítima na costa ocidental, com ondas de noroeste com 5 a 7 metros de altura significativa, com alturas máximas que poderão atingir 12 a 14 metros, a partir do fim da manhã de 5.ª feira até ao início da manhã de sexta-feira, após o qual diminui progressivamente. Pontualmente, entre o início da tarde de quinta-feira até fim da madrugada de sexta-feira, a altura significativa pode atingir 8,0/8,5 metros e a altura máxima até 15 metros, com período de pico de cerca de 17 segundos, na costa ocidental acima do cabo da Roca.

Acompanhe as previsões meteorológicas em www.ipma.pt

2. EFEITOS EXPECTÁVEIS

Face à situação acima descrita, poderão ocorrer os seguintes efeitos:

– Piso rodoviário escorregadio e eventual formação de lençóis de água e gelo;

– Possibilidade de cheias rápidas em meio urbano, por acumulação de águas pluviais ou insuficiências dos sistemas de drenagem;

– Possibilidade de inundação por transbordo de linhas de água nas zonas historicamente mais vulneráveis;

– Inundações de estruturas urbanas subterrâneas com deficiências de drenagem;

– Danos em estruturas montadas ou suspensas;

– Dificuldades de drenagem em sistemas urbanos, nomeadamente as verificadas em períodos de preia-mar, podendo causar inundações nos locais historicamente mais vulneráveis;

– Possibilidade de queda de ramos ou árvores em virtude de vento mais forte;

– Possíveis acidentes na orla costeira;

– Fenómenos geomorfológicos causados por instabilização de vertentes associados à saturação dos solos, pela perda da sua consistência.

3. MEDIDAS PREVENTIVAS

A ANPC recorda que o eventual impacto destes efeitos pode ser minimizado, sobretudo através da adoção de comportamentos adequados, pelo que, e em particular nas zonas historicamente mais vulneráveis, se recomenda a observação e divulgação das principais medidas de autoproteção para estas situações, nomeadamente:

– Garantir a desobstrução dos sistemas de escoamento das águas pluviais e retirada de inertes e outros objetos que possam ser arrastados ou criem obstáculos ao livre escoamento das águas;

– Adotar uma condução defensiva, reduzindo a velocidade e tendo especial cuidado com a possível acumulação de neve e formação de lençóis de água nas vias;

– Não atravessar zonas inundadas, de modo a precaver o arrastamento de pessoas ou viaturas para buracos no pavimento ou caixas de esgoto abertas;

– Proceder à colocação das correntes de neve nas viaturas, sempre que se circular nas áreas atingidas pela queda de neve;

– Garantir uma adequada fixação de estruturas soltas, nomeadamente, andaimes, placards e outras estruturas suspensas;

– Ter especial cuidado na circulação e permanência junto de áreas arborizadas, estando atento para a possibilidade de queda de ramos e árvores, em virtude de vento mais forte;

– Ter especial cuidado na circulação junto da orla costeira e zonas ribeirinhas historicamente mais vulneráveis a galgamentos costeiros, evitando se possível a circulação e permanência nestes locais;

– Não praticar atividades relacionadas com o mar, nomeadamente pesca desportiva, desportos náuticos e passeios à beira-mar, evitando ainda o estacionamento de veículos muito próximos da orla marítima;

– Estar atento às informações da meteorologia e às indicações da Proteção Civil e Forças de Segurança.




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.