Algarve com 550 fogos este ano e 23 pessoas identificadas por crime de incêndio

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Incêndio na freguesia de Covelo em GondomarAlgarve registou até 31 de outubro deste ano 550 incêndios, tendo as autoridades identificado 23 pessoas por crime de incêndio e detido uma pessoa pelo mesmo crime mas em flagrante.

Dados da Autoridade Nacional de Proteção Civil (ANPC) anunciados hoje, em conferência de imprensa em Faro, indicam que este ano, entre 01 de janeiro e 31 de outubro, o Algarve registou “550 ocorrências”, ou seja, menos 28% relativamente a igual período de 2012.

Até 31 de outubro deste ano arderam 576 hectares no Algarve. A maioria dos incêndios foi classificada como fogacho – zonas onde ardeu menos de um hectare (54%). A área ardida correspondente a incêndios agrícolas foi 42% e apenas 4% corresponde a incêndios florestais.

Do total de área ardida (576 hectares), 78% resultou do incêndio de Chabouco, no concelho de Aljezur, que durou 12 horas, enquanto nos restantes 15 concelhos do Algarve arderam sempre menos de 50 hectares, informou António Miranda, do Instituto de Conservação da Natureza e Florestas, que apresentou um balanço dos incêndios da região do Algarve em 2013.

A principal causa dos incêndios em 2013 relaciona-se com a “negligência”, conclui o balanço.

Dos incêndios em que se conseguiu investigar a causa há três a destacar: incêndios por uso de fogo (queimas de lixo por agricultores, fogueiras, pontas de cigarro por apagar e trabalho na apicultura); incêndios acidentais (transportes e comunicações e maquinaria e equipamento) e fogo posto.

Dos 31 incendiários identificados, 28 eram imputáveis e três foram considerados inimputáveis devido à idade ou doença mental.

No distrito de Faro foram identificados por crime de incêndio 23 pessoas e foi detido um indivíduo por crime de incêndio em flagrante delito.

A GNR procedeu ao longo do ano ao levantamento de 187 crimes de incêndio, um valor inferior ao de 2012, com 221 autos levantados.

O dia em que se registaram mais ocorrências no Algarve em 2013 foi a 16 de junho, com dez registos de incêndios.

O tempo médio de resolução dos incêndios na região situou-se próximo dos 32 minutos.

 

(Fonte: Diário Online)




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Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).