Mais de 1.800 bombeiros combatem as chamas em vários pontos do país

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O incêndio em Alijó, no distrito Vila Real, ainda está por dominar mas a situação é menos preocupante, a utilização de oito máquinas de rasto e ferramentas manuais durante a noite ajudou a travar a progressão das chamas. Mais de 1.400 bombeiros combatem as chamas em vários pontos do país, além de Alijó, os incêndios atingem duas localidades em Mangualde, distrito de Viseu. Na Guarda, há dois incêndios ativos.

“É um trabalho difícil, porque queremos ancorar o incêndio, isto é, terminar o incêndio numa zona onde não haja combustível. Isso está a ser feito à custa de utilização de máquinas e ferramentas manuais e iremos promover ações com meios aéreos para arrefecimento de pontos quentes”, explicou Álvaro Ribeiro, comandante operacional distrital de Vila Real.

As máquinas de rasto que estão a atuar o terreno são do Exército e outras da Câmara de Alijó.

Álvaro Ribeiro, comandante distrital de Vila Real, esclarece que o plano de combate para esta terça-feira passa por arrefecer as zonas quentes para evitar reacendimentos.

A Proteção Civil diz que, para esse trabalho de consolidação, vai ser essencial o trabalho dos meios aéreos.

Álvaro Ribeiro especificou que há ainda duas frentes ativas, ambas de pequena dimensão, onde estão a decorrer os trabalhos dos meios no terreno.

Carlos Magalhães, presidente da Câmara de Alijó, assegura que as autoridades vão ficar atentas a possíveis reativações do fogo que lavra há mais de dois dias.

O autarca esclareceu ainda que o incidente ocorrido na segunda-feira com um carro de bombeiros já foi resolvido. O bombeiro ferido foi assistido e a viatura atingida está novamente operacional.

Quanto aos prejuízos, Carlos Magalhães estima que tenham ardido até agora cerca de cinco mil hectares, entre hortas e produções agrícolas.

Decretado estado de emergência em Alijó
O incêndio em Alijó já dura há mais de dois dias. A câmara decretou o estado de emergência no concelho.

As chamas que ainda lavram, depois de dois dias em que foram consumidos cerca de 5.000 hectares de florestas no concelho de Alijó, estão a ser combatidas por mais de 700 efetivos, incluindo cerca de 40 militares, número alcançado com o reforço verificado nas últimas horas, depois de ter sido decretado o estado de emergência municipal.

Quatro meios aéreos (dois helicópteros ligeiros e dois aviões anfíbios) estão a operar na zona de Alijó, sobretudo em áreas de difícil acesso e perigosas, apoiados por cerca de 170 viaturas.

Incêndio de Mangualde com uma frente ativa
António Ribeiro, comandante operacional da Proteção Civil em Aveiro, salienta que o arrefecimento noturno e a humidade facilitaram o trabalho das autoridades no terreno.

A meio da manhã de terça-feira não havia estradas ou vias com constrangimentos devido à progressão do fogo. Não há casas ou povoações no caminho do fogo.

De acordo com o presidente da junta da União das Freguesias de Tavares, Alexandre Constantino, a aldeia de Vila Cova de Tavares foi a mais fustigada.

“Penso que ardeu 50 a 60% da área da freguesia. Infelizmente temos muito prejuízo na freguesia”, apontou, sem saber ainda quantificar.

É exatamente em Vila Cova de Tavares que continua ativa uma frente de fogo, que levou a GNR a cortar um pequeno troço da Estrada Nacional 16 para que “os bombeiros realizassem um exercício” de contenção de fogo.

O presidente da junta da União das Freguesias de Tavares, que se encontra no local, explicou que esta é uma freguesia rural e onde muitas pessoas se dedicam à criação de gado e produção de leite.

“Para além da floresta que ardeu, casas e automóveis escaparam. Há é animais que vão ficar sem o seu pasto e muitas pessoas dependem disso”, referiu.

Tal como em Alijó, também em Mangualde foi decretado o estado de emergência. Ainda assim, António Ribeiro esclarece que não foi necessário um reforço de meios durante a noite. Estão no terreno cerca de 500 homens e 150 viaturas.

Dois incêndios ativos na Guarda
No distrito da Guarda, estão ativos dois incêndios, o mais grave, que começou em Rochoso, que se estendeu aos concelhos de Almeida e Sabugal. Mais de 300 bombeiros combatem as chamas, apoiados por uma centena de viaturas.

Um grupo espanhol com 50 homens, oriundo da Galiza, vai reforçar hoje os meios que estão envolvidos no combate ao incêndio na região da Guarda.

O incêndio levou ao corte da circulação ferroviária na Linha da Beira Alta, entre a Guarda e Vilar Formoso.

Pelas 10h10 o fogo rural estava a ser combatido por 323 operacionais e 110 viaturas e três meios aéreos, segundo informação disponibilizada na página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil.

No distrito da Guarda regista-se outro incêndio, em Murça, Vila Nova de Foz Côa, que envolve no seu combate 40 homens, dez viaturas e um meio aéreo.

Incêndio em Oleiros em fase de Resolução

Incêndio em Mosteiro entrou esta madrugada, em fase de resolução, o incêndio que ontem,  deflagrou pelas 15:50, na localidade de Cavalinho, freguesia do Mosteiro, no concelho de Oleiros.

Às 11:00, de acordo com a página da internet da Autoridade Nacional de Proteção Civil de Castelo Branco, estavam no terreno 241 elementos, apoiados por 81 viaturas.

 

 




Sobre quem enviou a noticia

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.