Utilização inapropriada de ambulâncias levou Corpo de Bombeiros à Praia do Manduco

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ambulance_in_macauResponsáveis do Corpo de Bombeiros estiveram ontem presentes na Associação de Mútuo Auxílio do Bairro da Praia do Manduco para uma acção de sensibilização “sobre o uso indevido de ambulâncias”.

A sessão de esclarecimento serviu também para divulgar alguns conselhos e conhecimentos de primeiros socorros a cerca de 50 moradores daquela área do Porto Interior. David Tsang, chefe de primeira do Corpo de Bombeiros, em declarações à imprensa, explicou que “os Bombeiros vão continuar a trabalhar em parceria com a comunidade de modo a continuar a sensibilizar a população a não abusar indevidamente do serviço ambulatório e ensiná-la a usar sem causar perigo a quem dela necessita em caso real de necessidade”, referiu.

Para o dirigente “são acções como estas que fazem falta à população e sobretudo aos mais idosos, no sentido de os ajudar a distinguir os serviços urgentes dos prioritários e ensiná-los a utilizar correctamente o serviço de transporte em ambulância”.

De acordo com os Serviços de Saúde, houve 272 casos de uso inadequado de serviço de ambulância no primeiro trimestre de 2016, comparado com as 1972 ocorrências registadas ao longo de todo o ano passado.

David Tsang justificou a profusão de ocorrências com pequenas maleitas que por vezes dão azo a exageros: “As situações de utilização abusiva verificam-se em casos de gripes, casos de primeiros socorros, cortes, nariz a sangrar, queimaduras, entre outras situações não consideradas de emergência”, expplica.

O responsável do Corpo de Bombeiros referiu ainda que “alguns cidadãos utilizam e consideram as ambulâncias como meio de transporte para o hospital mais confortável e mais seguro, entendendo até que é um meio de se poupar tempo de espera nos hospitais e serem mais rapidamente atendidos”. No entanto, David Tsang explica que os critérios de admissão nos hospitais nada tem a ver com o serviço ambulatório prestado pelos Bombeiros:n “Os pacientes são atendidos consoante a importância da urgência de cada um”, explica. O responsável deixa, por isso, um apelo: “Se a pessoa não está gravemente doente e pode ir ao hospital procurar atendimento médico por conta própria, deve fazê-lo, antes de solicitar uma ambulância, estando deste modo a contribuir para deixar o serviço ambulatório disponível para as reais situações de emergência”.

Fonte: pontofinalmacau.wordpress.com

Sobre o autor

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 17 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.