Sete desaparecidos no túnel rodoviário que desabou no Japão

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Yoshikazu Tsuno/AFP

Um dos maiores túneis do Japão, numa auto-estrada muito movimentada, colapsou parcialmente este domingo (2 de Dezembro). Um número indeterminado de carros ficaram presos no interior. Há mortos e sete desaparecidos.

Os bombeiros encontraram corpos carbonizados no interior de uma carrinha depois de terem conseguido extinguir o incêndio que se seguiu ao colapso parcial do túnel, um troço de cem metros.

O acidente ocorreu por volta das 8h de domingo no Japão (23h de sábado em Portugal continental). Especula-se que a causa terá sido um deslizamento de terras.

Não foi ainda avançado um número de mortos. As operações de resgate foram suspensas durante a tarde, devido ao perigo de um novo colapso.

Nas imagens transmitidas durante a manhã pelas televisões via-se fumo preto a sair do túnel de Sasago, que tem uma extensão de 4,7 quilómetros, na zona de Yamanashi (a 80 km de Tóquio), na principal via que faz a ligação entre a capital japonesa e o Oeste do país.

Segundo os bombeiros, citados pela Reuters, duas pessoas ficaram feridas. Acredita-se que sejam sete os desaparecidos, mas não se sabe quantas pessoas poderão estar presas nos escombros. Também é difícil saber quantos carros estão no interior do túnel.

Várias pessoas que conseguiram escapar descrevem longas caminhadas na escuridão até terem conseguido sair. “Eu estava a conduzir no túnel e de repente começaram a cair peças do tecto”, disse um homem à televisão NHK. “Vi um carro incendiar-se. Fiquei assustado, deixei o meu carro e caminhei cerca de uma hora até conseguir sair do túnel.”

Em 1996, um outro túnel desabou no Japão tendo a queda de pedras esmagado vários carros e um autocarro, matando 20 pessoas.

Fonte: Público

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luis.andrade

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É natural da Guarda e Licenciado em enfermagem, tendo obtido também uma pós-graduação em Urgência e Emergência Hospitalar e uma pós-licenciatura de Especialização em Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria. Durante a frequência do curso de licenciatura em enfermagem, colaborou, como voluntário, na delegação da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa. Na atualidade exerce a profissão de enfermeiro no Funchal e integra a corporação dos Bombeiros Madeirenses, onde ocupa o posto de subchefe equiparado.