Número de mortos devido ao tufão Haiyan nas Filipinas supera 5700

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Karlos Manlupig/AFP

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Dos mais de três milhões de deslocados, apenas 96.474 se encontram atualmente em centros de abrigo, sobretudo nas ilhas de Leyte e Samar

As autoridades das Filipinas elevaram para 5.719 o número de mortos nas Filipinas devido ao tufão Haiyan, que devastou, a 08 de novembro, a região central do arquipélago, indica hoje a imprensa local.

Segundo o Centro Nacional de Gestão e Redução de Risco de Desastres, o tufão, que afetou dez milhões de pessoas, provocou ainda mais de 26 mil feridos, havendo ainda o registo de 1.779 desaparecidos.

Dos mais de três milhões de deslocados, apenas 96.474 se encontram atualmente em centros de abrigo, sobretudo nas ilhas de Leyte e Samar.

De acordo com o mais recente relatório do organismo filipino, os danos causados pelo Haiyan ultrapassam 30.000 milhões de pesos (514 milhões de euros).

As Nações Unidas indicaram ser urgente angariar mais fundos para ajudar os sobreviventes do tufão.

“As consequências do tufão Haiyan trouxeram muitas necessidades [pelo que] precisamos de apoio para que o povo se recupere”, sublinhou, em conferência de imprensa, a coordenadora dos Assuntos Humanitários da ONU nas Filipinas, Luísa Carvalho, apontando como prioridade urgente “providenciar casas e reconstruir a vida” dos afetados pela catástrofe.

Segundo as Nações Unidas, algumas comunidades que dependem da pesca perderam as suas embarcações e meios para poderem executar a atividade, e que os agricultores carecem de ferramentas, sementes e fertilizantes para poderem cultivar os seus campos e não terem de depender da distribuição da ajuda humanitária.

O Haiyan, com ventos de até 315 quilómetros por hora, foi o tufão mais forte e o segundo desastre mais mortífero na história recente das Filipinas.

 

(Fonte: i)




Sobre quem enviou a noticia

Daniel Rocha

Daniel Rocha

Nasceu na Guarda, mas foi em Famalicão da Serra que cresceu e conheceu o mundo dos bombeiros integrando o corpo activo. É Licenciado em Línguas e Literaturas Modernas, variante de Estudos Portugueses, e possui um Curso de Especialização em Ensino de Português como Língua Estrangeira e Língua Segunda (PLELS), ambos na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra (FLUC). Para além da vida de professor, dedica-se a muitas outras actividades, entre as quais o teatro e a escrita, tendo publicado com alguma regularidade desde 2011. A sua ligação e gosto pelo mundo da imprensa levaram-no a ser colaborador da Rádio Altitude (Guarda) e do jornal Notícias de Gouveia (Gouveia).