Postes de energia dobrados pelo vento, árvores derrubadas, telhados a voar e rios transbordados. A depressão Elsa deixou um rasto de destruição em Portugal: duas pessoas morreram e 51 ficaram desalojadas.
Cerca de 4200 ocorrências – sobretudo inundações e quedas de árvores e estruturas – é o mais recente balanço da Proteção Civil sobre o temporal, que já provocou a morte a duas pessoas. O distrito do Porto deverá ser o mais atingido.
Uma árvore de grande porte caiu esta quinta-feira à tarde sobre um pesado de mercadorias na Estrada Nacional 10, nas Taipadas, Montijo, e causou a morte ao condutor, um homem de 50 anos. Ao que o JN apurou, o camião de transporte de ração, com matrícula espanhola, seguia no sentido Pegões – Infantado, quando um pinheiro na berma do sentido inverso caiu sobre a cabine, esmagando-a por completo.
Em Codeçais, Castro Daire, um homem morreu depois de a casa onde estava ter desabado. A depressão “Elsa” também chegou a Espanha e fez uma vítima mortal nas Astúrias.
O mau tempo provocou “milhares de avarias” na rede elétrica da região Norte, confirmou a EDP Distribuição, que registou mais ocorrências nos concelhos de Amarante, Braga, Guimarães, Esposende e Barcelos. Em Joane, Vila Nova de Famalicão, um poste de eletricidade de grandes dimensões cedeu à força do vento e dobrou. A vila de Joane ficou sem eletricidade. Uma parte do concelho de Melgaço, incluindo a vila, está sem eletricidade e rede móvel desde cerca das 9 horas.
JN

