Escolinhas em ponto grande

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Rama da Silva

Rama da Silva

As escolinhas de infantes e cadetes têm vindo a generalizar-se nas nossas associações humanitárias de forma quase viral, e é muito bom que isso aconteça.

Em primeiro lugar, é uma das formas encontradas para acolher os jovens e crianças que eventualmente venham mais tarde a pertencer ao corpo de bombeiros. Neste momento, nas escolas de estagiários, e até nos que, entretanto, já foram promovidos a bombeiros de 3ª já encontramos muitos elementos que precisamente vieram dessas escolas.

Durante muito tempo as fanfarras constituíram o grande recurso de recrutamento de novos bombeiros. Hoje, porventura, em muitos casos assim continuará a acontecer mas o modelo de “escolinhas” está claramente a surgir como alternativa muito forte e, porventura, mais adequada à estrutura social de hoje.

Haverá nas escolinhas, por certo, muitas crianças e jovens que nunca serão bombeiros. A sua passagem poderá até ser efémera mas, em momento algum, deixará de marcá-las no processo de desenvolvimento e crescimento individual e colectivo. Neste último caso, como elementos que interagem em comunidade e que, de uma maneira ou outra, ficam mais sensibilizados, quer para a sensibilização e o conhecimento a ter em conta na prevenção contra a sinistralidade, quer para o conhecimento mais profundo, mais real e mais pró-activo das próprias associações de bombeiros.

Ao criar as escolinhas os bombeiros lutam, por um lado, pelo refrescamento, o aumento e a qualificação crescente dos seus quadros ativos e, por outro, num sentido mais vasto e incisivo, acabam por desempenhar um papel fundamental pedagógico e formativo para as novas gerações. Inserem-se neste universo, não só o acolhimento feito às crianças e jovens, mas também todas as outras iniciativas que os envolvem noutras perspectivas mas sempre num processo continuo de desenvolvimento social.

Enquadram-se aqui as inúmeras visitas aos estabelecimentos de ensino, seja para jornadas de sensibilização da comunidade escolar para a prevenção e o socorro, seja para testar e enquadrar os seus próprios planos de segurança interna.

Em toda esta panóplia de atividades está sempre a “marca” bombeiros, a sua missão como organização e prestação da prevenção e socorro, mas também como estruturas sociais cuja função na comunidade está muito para além disso, provas inequívocas da actualidade e da valia das nossas associações.

Cabe aqui uma referência muito especial a todos os bombeiros que, ao longo do país, roubam ainda outra fatia do seu tempo para prestarem mais esta missão de alimentar, formar e desenvolver as escolinhas. Perante os resultados que daí advém, quer para as próprias associações, quer para as comunidades em que se inserem, são credores do nosso respeito e agradecimento. Presto aqui uma homenagem a todos eles.

Rui Rama da Silva

 




Sobre quem enviou a noticia

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.