Maior número de ignições dos últimos anos acaba hoje

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Corrida autárquica que terminou ontem traz consigo o fim do maior descontrolo de ignições dos últimos anos.

Dados da PJ, enviados para a redacção do «Boca» d’ Incêndio numa folhita de rascunhos, revelam que a maior parte das ignições deste ano têm como os isqueiros oferecidos pelos partidos políticos durante as cansativas rondas da campanha para as eleições autárquicas. Sem apontar qualquer partido, a folhita revela que os azuis e os cor-de-laranja estão no topo das preferências dos incendiários, estando os cor-de-rosa, os vermelhos e os pretos no fundo da lista.

Estes dados, partilhados pelo «Boca» d’ Incêndio com outros órgão de comunicação social, valem o que valem, mas um reputado especialista português na área da psicopatia relacionada com incêndios, o Dr. Marques Duarte, revela que “o incendiário português não gasta dinheiro quando se trata de incendiar a floresta, aproveita, isso sim, a oportunidade mais propícia para o fazer.” Desafiado pela nossa equipa de jornalistas para pormenorizar um pouco aquilo que diz, Marques Duarte afirmou que “se eu tenho oportunidade de prejudicar alguém de quem não gosto ou que não pertence à minha cor política, por exemplo, eu vou fazê-lo na altura em que está mais vulnerável – neste caso, quando o mato está mais seco e existem mais incêndios activos. Como é óbvio, se eu tenho um isqueiro que me foi oferecido por um político que amo a cada passo… fá-lo-ei!” Após esta declaração, que foi dita com muita emoção, Marques Duarte puxou um cigarro e, com o seu isqueiro laranja, convidou a equipa de reportagem para “o momento pós-coito” que, segundo ele, tinha acabado de acontecer.

Depois de fugir da conversa com o senhor especialista em psicopatia, o «Boca» d’ Incêndio decidiu ir conversar com um dos incendiários mais famosos do momento: o incendiário do fogo da Sertã que queimou Mação. Este homem, de 50 anos, banqueiro de profissão e com quotas de diversas empresas nacionais e estrangeiras (para além de verbas avultadas em offshores nas Ilhas Caimão, segundo ele), não quis revelar o nome, mas reconheceu que “o isqueiro laranja me levou a perder a cabeça e a queimar um bocadinho os dedos”.

Segundo este homem, “quando, numa iniciativa de campanha, um amigo meu, candidato a uma câmara, me ofereceu um isqueiro com o nome dele fiquei… muito sensibilizado!” Com lágrimas de alegria nos olhos, este homem admitiu que “percebi a mensagem de amizade e entendi logo as palavras dele”. Mas que palavras foram essas, perguntou o «Boca» d’ Incêndio. “O meu grande amigo disse-me ‘agora já sabes o que tens a fazer por mim é a tua vez de me dares algo’ e eu fiz questão em o ajudar”, concluiu o senhor.

Sabe o «Boca» d’ Incêndio que o país e os tribunais estão cheios de declarações incendiárias deste tipo, sendo a cor dos isqueiros muito variada.

O «Boca» d’ Incêndio deseja que os portugueses, durante o dia de amanhã, se esqueçam do isqueiro oferecido pelo partido. Deixem-no em casa, pois é crime queimar o boletim de voto.

O «Boca» d’ Incêndio também sabe que a prática dos últimos meses tem sido incendiar a floresta, e que é difícil mudar de hábitos assim da noite para o dia, mas pede a todos que aproveitem as canetas para treinarem em casa o desenho de uma cruz ( X ) dentro do quadrado (como na imagem abaixo).

 

 

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«Boca» d’ Incêndio

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A «Boca» d’ Incêndio é o nome que intitula uma rubrica humorista do portal bombeiros.pt.
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Apesar de devidamente identificada como «Boca» d’ Incêndio, esta rubrica leva a que alguns dos nossos leitores acreditem no seu conteúdo, derivado à proximidade das notícias com a realidade.
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