Corporações algarvias bem apetrechadas mas há melhorias a fazer

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O presidente da Comunidade Intermunicipal do Algarve (AMAL), Jorge Botelho, considera que os bombeiros “estão bem apetrechados de meios de combate aos fogos florestais”, mas defende que é necessário completar o reforço dos equipamentos.

“Foram identificadas matérias que podem ser melhoradas, nomeadamente nas instalações dos bombeiros voluntários de Faro, Olhão e Tavira e nos centros de apoio distrital e de meios aéreos de Cachopo”, destacou o também presidente da comissão distrital de Proteção Civil, em declarações à Lusa.

Jorge Botelho, que é ainda o presidente da Câmara de Tavira, defendeu a integração das máquinas de rastro, que normalmente são propriedade dos municípios ou de empresas, no Dispositivo Especial de Combate a Incêndios Florestais (DECIF).

Para o autarca, essa “é outra das necessidades fundamentais para a prevenção e combate” aos fogos, assunto que está a ser trabalhado em articulação com a Proteção Civil, “no sentido de se agregarem projetos que possam ser financiados”.

A partir de domingo, o dispositivo de combate a fogos florestais existente na região, tal como no resto do país, será reforçado ao abrigo do arranque da fase Bravo (a segunda mais crítica), que se estende até 30 de junho e que empenhará, no Algarve, 420 elementos e 95 veículos.

O dispositivo é o adequado, mas as autoridades estão preparadas caso sejam necessárias medidas excecionais, segundo o comandante operacional de Agrupamento do Algarve, Vítor Vaz Pinto.

“O dispositivo é o adequado face ao histórico e à previsibilidade de ocorrências na região e oferece confiança, mas, se ocorrer uma situação de exceção, serão tomadas medidas de exceção”, afirmou o responsável.

O último grande incêndio florestal no Algarve ocorreu em julho de 2012 em Tavira e São Brás de Alportel, operação que envolveu, em simultâneo, mais de 1.000 homens, embora o total de operacionais tenha ascendido aos 2.750, de 170 organizações.

Durante quatro dias, o incêndio lavrou na serra algarvia, consumindo uma área de aproximadamente 24.800 hectares.

Vítor Vaz Pinto assume que “todos os dias” são corrigidos procedimentos e incorporados no sistema “novos ensinamentos”.

De acordo com o responsável, o Algarve é uma região especial no que toca à propagação dos fogos, devido ao clima, à orografia e às características da vegetação, que fazem com que os incêndios se desenvolvam a grande velocidade.

“Se os fogos [que deflagram na região] não forem debelados logo na fase inicial, podem afetar grandes áreas logo nas primeiras horas de incêndio”, referiu.

Outra especificidade é o facto de ser uma zona periférica, o que faz com que o reforço seja mais moroso do que noutros pontos do país, e uma zona turística, o que faz da região “uma espécie de montra do país”.

Para assinalar o arranque da fase Bravo no Algarve, será realizado, no domingo, um exercício que terá como cenário um incêndio florestal em São Brás de Alportel, para testar, em tempo real, a capacidade de resposta do dispositivo.

Fonte: Notícias ao Minuto

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.