Bombeiros de Vendas Novas em risco de não receberem ordenado

0
Imagem: Foto Hugo Rainho / Correio da Manhã

Imagem: Foto Hugo Rainho / Correio da Manhã

Os Bombeiros de Vendas Novas, no distrito de Évora, atravessam dificuldades financeiras, devido à quebra de receitas no transporte de doentes e nas quotizações, estando em risco o pagamento dos ordenados dos funcionários em abril.

“Conseguimos garantir os vencimentos para o pessoal para este mês, mas não temos a certeza de o conseguir para o mês de abril”, admitiu hoje à agência Lusa a presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vendas Novas, Paula Valentim.

Alertando para a “situação muito crítica” da corporação, a responsável explicou que as dificuldades agravaram-se devido ao “decréscimo muito grande de receitas”, nomeadamente com “o valor das quotas dos associados que está em dívida” e com “o decréscimo muito acentuado do transporte de doentes”.

“Em relação às quotas, entre 2014 e 2015, ficou por pagar um valor que ronda os 35 mil euros e, em relação ao transporte de doentes, estamos a falar de valores que, há um ano atrás, eram da ordem dos 22 mil euros e que agora são de oito ou nove mil euros”, precisou.

A presidente da associação humanitária advertiu que, a curto prazo, a corporação pode “não conseguir dar resposta às solicitações” para o transporte de doentes e para o socorro, referindo que “está na iminência de ter que despedir os cinco funcionários que estão com contrato a prazo”.

“Isso representava um decréscimo muito grande em termos de efetivos, que se refletiria no serviço que prestamos à população”, assinalou Paula Valentim, indicando que o combustível “é a despesa que tem de ser paga para que as viaturas não parem”.

A corporação de Vendas Novas tem 19 funcionários (16 bombeiros, um mecânico, uma funcionária de limpeza e uma administrativa), além de cerca de 50 voluntários.

Fonte: Correio da Manhã

 

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.