Sindicato admite voltar aos protestos depois de greve de quatro dias

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O Sindicato Nacional dos Bombeiros Profissionais (SNBP) admitiu hoje avançar com novas formas de protesto na corporação profissional de Viana do Castelo, depois de quatro dias de greve, durante a romaria d’Agonia.

Segundo o SNBP, esta greve nos Bombeiros Municipais de Viana do Castelo apresentou “um saldo positivo”, em termos de adesão dos elementos sindicalizados e “atendendo” ao período de férias atual.   “Nas prevenções, em que o pessoal de folga representava o corpo de bombeiros, a adesão foi de 100 por cento”, explicou à agência Lusa Raul Carvalho, do SNBP.

O sindicato acrescenta que de “forma geral” a greve “foi um sucesso” face à “época de pressão que atravessam os bombeiros em Portugal”.   “O SNBP fez chegar o seu desagrado das condições de trabalho neste corpo de bombeiros à população em geral e também aos políticos, assim como a mensagem da falta de segurança a que as populações estarão expostas se os cortes legais ou ilegais continuarem nos bombeiros profissionais”, sublinhou.

Acrescenta que “de futuro” os bombeiros daquela corporação “comunicarão outras formas de lutas se não chegarmos a bom porto na negociação com a autarquia”.   Aquela corporação é tutelada pela Câmara Municipal de Viana do Castelo, liderada por José Maria Costa, que, contactado pela agência Lusa, não quis fazer qualquer comentário.

Esta greve aos serviços não urgentes e às prevenções foi convocada pelo SNBP e decorreu entre 17 e 20 de agosto, período coincidente com a romaria d’Agonia, depois de fracassadas as tentativas de entendimento com a autarquia.

A paralisação, segundo aquele sindicato, foi justificada com a “utilização abusiva” da disponibilidade permanente para colmatar a falta de pessoal, acrescida “do facto de estas horas não serem pagas nem em tempo, nem em dinheiro”.

Os bombeiros queixam-se ainda de um horário de trabalho “sem folgas” e de uma escala de reforço de pessoal com 24 horas, “ou seja, mais doze do que o previsto na Lei, e também sem que sejam pagas”.

Além disso, os elementos da única corporação profissional do distrito de Viana do Castelo alegam “dualidade de critérios nos processos disciplinares” e até “perseguição aos bombeiros” naquele corpo.

Fonte Ionline

 

Sobre o autor

Carlos Santos

É algarvio e quando começa a falar…