Quase 50 meios aéreos ajudam a esquecer três Kamov parados

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Kamov

Proteção Civil garante que se preparou para um ano mau de incêndios que vai depender, sobretudo, do calor. Vegetação fina que cresceu com a muita chuva da primavera também pode ser um problema.

O Comandante Operacional Nacional do Comando de Operações de Socorro da Proteção Civil garante que a falta de três dos seis helicópteros pesados do Estado, os Kamov, durante as fases de alerta contra os incêndios florestais, que arrancaram este domingo, com o início da fase Bravo, não é um problema.

Recorde-se que metade da frota de helicópteros pesados Kamov está inoperacional. Um despenhou-se em 2012 e outros dois continuam avariados.

À TSF, o comandante operacional, José Manuel Moura, explica que por estes dias o dispositivo aéreo para combate a fogos é de seis meios aéreos (os três Kamov operacionais e outros três já garantidos), mas a 1 junho passa a 11, a 15 de junho a 23 e a 1 de julho a 47.

Ou seja, quase 50 meios aéreos durante a época habitualmente mais quente do ano. Números que segundo a proteção civil podem deixar os portugueses tranquilos.

Além dos meios aéreos, no terreno, durante a fase Bravo, até 30 de junho, estarão ativos 72 postos de vigia, 1.551 viaturas e 6.570 operacionais

De 1 julho a 30 de setembro, no pico da fase Charlie, os meios terrestres sobem para 9.708 operacionais e 2.043 veículos.

Xavier Viegas, especialista do Centro de Estudos sobre Incêndios Florestais, defende que nos últimos anos o país tem sido bastante mais eficaz no combate aos fogos.

Para Xavier Viegas este ano os grandes incêndios só devem surgir a partir de julho ou agosto, pois com a chuva das últimas semanas, nas semanas mais próximas, ainda vamos ter muita água nos solos.

O especialista avisa, contudo, que a muita chuva que se fez sentir até meio de maio aumentou muito a vegetação fina, material combustível que potencia a dimensão dos incêndios.

Pela Proteção Civil, José Manuel Moura diz que nem sempre muita chuva na primavera significa incêndios mais graves no verão.

Fonte: TSF

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.