“Nove feridos” em simulacro de ataque terrorista

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A refinaria de Leça da Palmeira, Matosinhos, foi esta quarta-feira alvo de um simulacro de atentado terrorista à bomba, que serviu para testar a eficácia dos meios locais e distritais de socorro e proteção civil.

Na simulação que se iniciou com o corte das estradas e área envolvente da refinaria pelas 09h45, uma hipotética bomba teria rebentado com um dos reservatórios de petróleo bruto da refinaria, dando origem a nove feridos fictícios e a uma coluna de fumo tóxico que, a propagar-se, afetaria toda a área do Grande Porto.

 

“Julgo que a resposta foi realmente cabal”, disse aos jornalistas Lurdes Queirós, vereadora da Proteção Civil de Matosinhos, já no rescaldo do simulacro que contou com 7 elementos da GNR, 48 agentes da PSP e 87 bombeiros de diversas corporações do distrito do Porto, para além de 8 operacionais da Cruz Vermelha.

 

“A seguir à ‘explosão’ da bomba, a refinaria acionou o seu plano interno de segurança”, explicou a vereadora da Proteção Civil, esclarecendo que o mecanismo não foi capaz de dar resposta, pelo que foi necessário recorrer ao plano municipal de segurança e socorro.

 

Atentado afetaria 55 mil habitantes
Um atentado real naquela zona implicaria o realojamento de cerca de 3 mil pessoas e a evacuação de 1313 habitações. Das nove vítimas simuladas, seis seriam trabalhadores da refinaria, um agente da polícia e dois transeuntes.

 

“Isto – a ser um cenário real – causaria uma nuvem de fumo tóxico que afetaria cerca de 55 mil habitantes”, sublinhou a responsável pela Proteção Civil de Matosinhos, ressalvando que seria ainda prematuro retirar lições do simulacro, até porque implica uma avaliação ponderada do que correu e poderia ter corrido mal.

 

“Nestas situações, o que nos causa sempre algum embaraço é sempre a comunicação, porque tem de fluir entre os diferentes atores que estão no cenário”, avançou Lurdes Queirós, concluindo que “até a esse nível as coisas funcionaram bem”.

 

Quanto ao que se aprendeu com este simulacro, sobretudo no que ao reforço de medidas de segurança diz respeito, a Proteção Civil remeteu comentários para um comunicado a divulgar depois de uma “avaliação cuidada” dos erros e decisões acertadas ocorridas na simulação.

 

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.