Mulheres mortas num incêndio em Gaia estavam amarradas à cama

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Foto: Adriano Miranda

Duas irmãs de 90 e 94 anos morreram num incêndio que deflagrou no terceiro andar de um prédio em Vila Nova de Gaia, na manhã desta quinta-feira (20 de Setembro). Quando chegaram ao local, os bombeiros encontraram as mulheres mortas no quarto e amarradas às camas.

Segundo o vereador da Protecção Civil da Câmara de Vila Nova de Gaia, Rui Cardoso, as mulheres “estavam amarradas às camas” onde dormiam. As duas tinham a ajuda de garrafas de oxigénio para respirar e terá sido esse equipamento a causar o incidente. “Deve ter havido uma fuga de oxigénio que provocou uma pequena ignição”, segundo o vereador.

Um casal que tomava conta das idosas há alguns anos dormia no quarto ao lado. Os bombeiros conseguiram retirá-lo através da varanda e apenas a mulher, de cerca de 40 anos, foi levada para o hospital por inalação de fumo e por se encontrar em estado de choque. O homem foi assistido no local e não apresenta ferimentos.

As chamas consumiram o quarto e o hall de entrada da habitação situada no n.º 52 da Rua Cabo Borges, na freguesia de Santa Marinha, disse fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS) do Porto. Às 10h30, o fogo já tinha sido extinto.

Foram mobilizados 17 elementos dos Bombeiros Sapadores de Gaia e dos Bombeiros Voluntários de Coimbrões, apoiados por sete veículos. Para o local foram ainda três meios do INEM – uma ambulância, uma viatura médica e de emergência e reanimação e uma moto – e a Protecção Civil de Gaia.

A Polícia Judiciária foi chamada ao local para tomar conta da investigação. O alerta para o incêndio foi dado às 9h20 e os bombeiros chegaram quatro minutos depois. Mesmo assim não conseguiram salvar as duas idosas que estavam acamadas num dos quartos da habitação.

FONTE: Público

 

 

Sobre o autor

luis.andrade

luis.andrade

É natural da Guarda e Licenciado em enfermagem, tendo obtido também uma pós-graduação em Urgência e Emergência Hospitalar e uma pós-licenciatura de Especialização em Enfermagem em Saúde Mental e Psiquiatria. Durante a frequência do curso de licenciatura em enfermagem, colaborou, como voluntário, na delegação da Guarda da Cruz Vermelha Portuguesa. Na atualidade exerce a profissão de enfermeiro no Funchal e integra a corporação dos Bombeiros Madeirenses, onde ocupa o posto de subchefe equiparado.