Metade do país coberto com videovigilância para detectar fogos até 2019

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A instalação destes sistemas deverá resultar numa reestruturação da Rede Nacional de Postos de Vigia.

Metade do território nacional deverá estar coberto até final de 2019 por sistemas de videovigilância para detectar incêndios nos espaços florestais. A informação é avançada pelo Ministério da Administração Interna (MAI) que já contratualizou a instalação de sistemas de videovigilância florestal com dez Comunidades Intermunicipais e com a Área Metropolitana de Lisboa. A instalação deverá arrancar no próximo ano.

A criação de uma rede de videovigilância para detectar incêndiosflorestais foi uma das novidades prevista na revisão do Sistema Nacional de Defesa da Floresta contra Incêndios, aprovado no final do mês passado num Conselho de Ministros dedicado exclusivamente às florestas.

Os projectos serão financiados maioritariamente pelo Fundo de Coesão que assegurará um investimento de cinco milhões de euros. “A este valor de financiamento comunitário acresce a contrapartida nacional assegurada pelos beneficiários”, refere o MAI, que não especifica qual é o custo da componente nacional. “Com estes projectos fica assegurada a cobertura de 50% do território nacional”, explica o MAI.

GNR coordena acções de vigilância

A GNR, que coordena as acções de vigilância e detecção, também deverá instalar câmaras em espaços florestais. Mas o MAI não adianta a verba disponível naquela força de segurança para os sistemas de videovigilância, nem qualquer detalhe sobre a sua colocação.

As comunidades Intermunicipais que já contratualizaram os projectos, no âmbito dos Pactos para o Desenvolvimento e Coesão, são o Cávado, Douro, Trás-os-Montes, Aveiro, Beira Baixa, Serra da Estrela, Médio Tejo, Leiria, Oeste e Lezíria do Tejo. Neste momento, segundo o ministério, actualmente apenas existe um sistema de videovigilância florestal em funcionamento, abrangendo o sul do distrito de Leiria e o norte do distrito de Lisboa (região Oeste).

A instalação destes sistemas deverá resultar numa reestruturação da Rede Nacional de Postos de Vigia, que se deverá manter inalterada até final de 2019. Na época mais crítica dos fogos estiveram em funcionamento 236 postos de vigia, cujo funcionamento foi assegurado por 944 elementos.

Na resposta enviada ao PÚBLICO, o MAI confirma ainda que será implementado um dispositivo de vigilância aérea “com meios da Força Aérea, dos aeroclubes e aeronaves não tripuladas”. O Governo recorda que a colaboração dos aeroclubes na detecção de incêndios “funcionou durante alguns anos nos distritos de Leiria, Castelo Branco  e Santarém, através de uma parceria que envolveu o MAI, a Função Vodafone e os Aeroclubes”, mas que o anterior Governo abandonou esse projecto.

“Há disponibilidade de alguns aeroclubes para, no âmbito das suas actividades, colaborarem na vigilância das florestas e na detecção de incêndios”, garante o ministério. Relativamente ao uso de drones para vigiar a floresta, o MAI adianta que a GNR “já dispõe de alguns destes equipamentos e desenvolverá o planeamento desta operação, incluindo o processo de visionamento e monitorização das imagens, em articulação com a estrutura operacional da Autoridade Nacional de Protecção Civil”. Este projecto, diz o ministério, deverá “avançar, em fase experimental, no período crítico de 2017”.

Fonte: publico.pt

Sobre o autor

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 16 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.