Liga classifica de “inqualificável” a não entrega de medalha a Comandante dos Bombeiros

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jaime soares

O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses, Jaime Marta Soares, disse ter ficado “atónito” quando leu a notícia do Jornal do Centro sobre os votos contra da Assembleia Municipal que impediram a atribuição da Medalha de Ouro de Mérito ao comandante, Joaquim Gaspar.

Jaime Marta Soares admitiu ter ficado “estupefacto” com o que considerou “uma atitude absolutamente inqualificável”. O que foi feito ao homem e antigo comandante dos Bombeiros Voluntários de Mortágua “é inaceitável, que demonstra, infelizmente, que questões políticas, quiçá partidárias, ou de outra índole que me possam escapar, aniquilem a obra humanitária de um brilhante comandante que tão bem soube servir a causa “Vida por Vida”.

Na política não pode valer tudo”, afirmou. O presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses disse que se sentiu “incrédulo” e vai mais longe: “o que me parece é que esta atitude se baseia em práticas políticas que não são aceitáveis na vivência democrática e que efetivamente não dignifica os responsáveis por uma atitude tão abjecta”. “Por tudo aquilo que o comandante Joaquim Gaspar fez pelo Município e pelas populações de toda a região e do país, era e é credor de respeito e admiração, por ser um homem que sempre se disponibilizou para defender bens e pessoas, sem nada pedir em troca, prejudicando, muitas vezes, a sua vida pessoal e familiar para servir o seu concelho e as suas gentes.

E nunca o fez à espera de qualquer tipo de compensação, fosse de que natureza fosse”, sustentou o presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. Jaime Marta Soares deixou ainda um recado aos responsáveis por este acto: “espero que as pessoas reflitam e possam corrigir, atempadamente, o tremendo erro que fizeram e que sejam capazes de lhe prestar a justiça, a honra e a dignidade que merece”. “E, ainda mais lamentável, quando se trata de um “Crachá de Ouro” da Liga dos Bombeiros Portugueses, com todo o mérito”, concluiu Jaime Marta Soares.

Mais cauteloso, o presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu, José Amaro disse que não comenta questões políticas e adiantou que “os actos ficam com quem os pratica”. José Amaro lembrou que a missão de ser bombeiro “não é uma profissão, mas sim uma vocação e, como tal, todas as pessoas que têm essa vocação devem ser respeitadas, porque ao servir essa vocação/missão humanitária, estão a fazê-lo ao serviço de uma comunidade”.

O presidente da Federação de Bombeiros do Distrito de Viseu lembrou ainda que quando esteve, recentemente, em Mortágua sempre ouviu de todas as entidades, instituições e individualidades locais “as melhores considerações sobre a pessoa do comandante Joaquim Gaspar, sempre com palavras de reconhecimento e afecto pela sua ação, um carinho que senti ser muito genuíno”, sublinhou.

Fonte: Jornal do Centro

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.