Incêndios. Helicópteros Kamov sob investigação estão fora de combate

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Foto: Rui Guerreiro

Foto: Rui Guerreiro

Associação Nacional de Bombeiros lembra a importância destes meios no sucesso do combate aos fogos e espera um plano B do Governo.

O dispositivo de combate a incêndios não vai contar com os três helicópteros Kamov que se encontram em investigação, no âmbito de um processo judicial que investiga a manutenção e reparação destas aeronaves.

O facto foi admitido pelo secretário de Estado da Administração Interna, Jorge Gomes, na terça-feira O caso está a ser investigado pelo Ministério Público e, por isso, os três aparelhos continuam inoperacionais.

A Associação Nacional de Bombeiros Profissionais lamenta a situação e pede mais meios para colmatar a ausência.

“De qualquer maneira, o que o dispositivo nos apresenta é uma reestruturação dos meios aéreos e a possibilidade de esses meios aéreos poderem ser aumentados. Se pudéssemos ter os Kamov, tanto melhor. Se os meios médios ou aéreos forem substituídos ou se houver mais meios que permitam a substituição desses três aparelhos Kamov, penso que a situação fica regulada”, afirma Fernando Curto, presidente daquela associação, à Renascença.

Recorde-se que, em Janeiro, a Polícia Judiciária realizou buscas em Lisboa, no Porto e em Portalegre, bem como na sede da Protecção Civil, à procura de documentos de aquisição e de manutenção dos helicópteros.

Este ano, os bombeiros podem contar apenas com três Kamov, estacionados em Braga, Santa Comba Dão e Ferreira do Zêzere, num total de 47 meios aéreos.

Até 30 de Junho está em curso a fase Bravo, altura em que arranca a fase Charlie. A partir desta data, o dispositivo especial de combate a incêndio florestais vai atingir o seu máximo. O período de maior risco será de 1 de Julho a 30 de Setembro.

O balanço da época de incêndios de 2015 foi marcado pelo número 60 mil – o triplo da que ardeu em 2014.

Fonte: Renascença

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.