Grávida e bebé hospitalizados após incêndio em prédio

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Dezenas de moradores do Edifício Cidadela III, situado em Gandra, Paredes, foram retirados das habitações durante a madrugada desta sexta-feira devido a um incêndio.

Por causa do intenso fumo que se espalhou pelo prédio com cerca de 40 apartamentos, dez pessoas tiveram de ser retiradas de casa pela janela com auxílio da auto-escada dos bombeiros e outras seis, entre as quais uma grávida e um bebé de três meses, foram transportadas para o Hospital Padre Américo, em Penafiel. Nenhuma destas vítimas apresenta ferimentos graves.

O fogo teve origem na garagem do edifício e destruiu um carro e uma moto de grande cilindrada. Outros 15 carros estacionados no mesmo local foram afetados pelo fumo.

Para Maria Ferreira, uma das moradoras, este incêndio foi “o maior susto da vida”. “Ainda não eram 4 horas quando ouvi gritos dos vizinhos e a campainha a tocar. Abri a porta, fui ao hall e já estava tudo cheio de fumo”, recordou.

Maria contou ainda que só teve tempo de se vestir e descer as escadas. “No exterior já estavam muitos vizinhos a tentar perceber de onde saía o fumo. Dava a impressão que vinha da garagem, mas também havia muito fumo a sair das janelas dos apartamentos”, descreveu.

Leonel Ribeiro, que partilha um dos apartamentos do prédio com a esposa, referiu que a “primeira reação foi fugir” depois de ter sido acordado pelos vizinhos. “Eu ainda vesti uns calções, mas a minha mulher saiu de casa em pijama. Só víamos fumo”, realçou.

A mesma testemunha declarou ao JN que alguns moradores entraram em pânico, mas que rapidamente acalmaram após terem chegado, em segurança, à rua.

Já Nuno Pinto, outro dos moradores, dirigiu-se à garagem, abriu a porta, mas não conseguiu entrar. “Estava cheia de fumo. Era impossível”, garantiu.

Nuno é o dono da Yamaha R1 de 1000cc que ficou totalmente destruída pelas chamas e não soube explicar o que se passou para que as chamas tenham deflagrado junto ao local onde guardava a moto.

Causas do fogo por apurar

Poucas explicações relativamente às causas do incêndio deu, igualmente, o comandante dos Bombeiros de Baltar. “As chamas começaram na garagem, numa zona onde havia uma máquina de lavar e outros arrumos”, avançou. Delfim Cruz explicou, em seguida, que o alerta foi dado minutos depois das 4 horas e que à chegada da primeira das 11 viaturas acionadas “havia muito fumo a sair pelas janelas”. “Foi necessário evacuar parte do edifício, mas algumas pessoas já não tinham visibilidade para descer as escadas. Tiveram de ser retiradas pela janela com recurso à auto-escada”, esclareceu.

O comandante da corporação de Baltar disse, igualmente, que, já com os moradores em segurança, os 25 bombeiros tentaram identificar a origem do incêndio. “Algumas equipas fizeram buscas nos apartamentos. Outras foram para a garagem e foi aí que se encontraram as chamas”, revelou.

Já pelas 7.30, hora a que o fogo foi dado como extinto, Delfim Cruz confirmou que este incêndio provocou algum pânico entre os moradores do Edifício Cidadela III, mas que nenhum ficou ferido. “As pessoas acordaram com as casas cheias de fumo e assustaram-se. As vítimas foram transportadas para o hospital exatamente devido à inalação de fumo”, justificou.

Fonte: JN

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.