Governo dispensa funcionários públicos que sejam bombeiros para ajudarem no combate aos fogos

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SIC –

O Governo vai dar dispensa aos funcionários públicos que sejam bombeiros voluntários para ajudarem no combate aos incêndios, revelou hoje o ministro da Administração Interna (MAI), que recusa a ideia de que pediu ajuda externa tarde demais.

“Hoje de manhã, em articulação com o Ministério das Finanças decidimos  tomar uma outra medida: conceder dispensa de serviço a todos aqueles que  sendo funcionários públicos sejam também bombeiros voluntários e sejam requisitados  pelas respetivas corporações de bombeiros”, disse Miguel Macedo.

O governante falava aos jornalistas no final do briefing com o comandante  operacional nacional, Vítor Vaz Pinto, na sede da Autoridade Nacional de  Proteção Civil.

Ao fazer um balanço da situação no terreno, o ministro disse que continua  “muito difícil do ponto de vista meteorológico” e adiantou que estão no  terreno “meios pesados que ontem  1/8segunda-feira 3/8 foram solicitados”, bem  como “todo o fortíssimo dispositivo da proteção”.

Por isso, disse estar confiante de que, “com o trabalho que hoje se  vai desenvolver, se possa minorar algumas das situações mais difíceis”.

Miguel Macedo não considera que o pedido de ajuda ao Mecanismo Europeu  de Proteção Civil tenha sido feito muito tarde, afirmando que “foi pedido  quando foi necessário pedir”.

“Nesta situação difícil o que fizemos, e bem, do ponto de vista preventivo,  logo que identificámos uma situação meteorológica mais complicada foi acionar  em tempo esses meios para que hoje possam estar no terreno”, acrescentou.

Os quatro aviões (dois espanhóis que chegaram segunda-feira e dois franceses  que chegaram hoje) estão ao serviço de Portugal durante 48 horas, que podem  ser prorrogadas, indicou o MAI.

O ministro admitiu pedir mais meios ao Mecanismo Europeu de Proteção  Civil se for preciso, mas considera que, “para já, os que existem são os  necessários”.

O governante recusou também que a austeridade seja uma das causas para  a difícil luta contra os incêndios e frisou que existem mais meios que existiam  no ano passado.

“Temos para esta época um dispositivo superior do ponto de vista dos  meios aéreos àquilo que tínhamos o ano passado. E de homens”, disse.

“Na fase Charlie, as equipas que temos são em maior número dos que as  do ano passado. Não houve nenhuma restrição, pelo contrário houve um reforço  dos meios que aéreo, quer humanos”, acrescentou.

FONTE: SIC

 

Sobre o autor

Sérgio Cipriano

Sérgio Cipriano

Natural de Gouveia e licenciado em Comunicação Multimédia pelo Instituto Politécnico da Guarda. Ingressou nos bombeiros com apenas 13 anos de idade e hoje ocupa o cargo de sub-chefe. É um dos fundadores da Associação Amigos BombeirosDistritoGuarda.com e diretor de informação do portal www.bombeiros.pt, orgão reconhecido pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social.