Existe amor nos bombeiros? A história da Marta e do Nuno

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Guarda - marta e nuno

Neste dia de São Valentim o portal bombeiros.pt decidiu partir em busca de casais bombeiros dispostos a partilhar connosco a sua história de amor. Foi nos distritos da Guarda e de Évora que encontrámos dois exemplos das muitas histórias de amor que existem por todas as corporações deste país.

O primeiro casal é da Guarda, Marta Esteves e Nuno Gil são um jovem casal de bombeiros voluntários. Marta actualmente com 29 anos, é bombeira de 3ª na corporação de Famalicão da Serra, e Nuno de 28 anos, é bombeiro de 2ª na corporação de Gonçalo, ambas corporações do mesmo distrito.

Marta tem vários familiares nos bombeiros, mas em casa é a única. Diz que apesar disso nunca pensou sê-lo, até que um dia, por vontade própria decidiu ingressar. Já o Nuno “o bichinho veio do pai”, também ele bombeiro e que foi sem dúvida a grande influência dele.

Apesar de já se conhecerem de vista, foi num incêndio há 2 anos onde estiveram os dois, “que o Nuno ficou encantado”, diz Marta entre risos. Depois de se conhecerem no incêndio, Nuno ganhou coragem e pediu o número de telemóvel de Marta.

“Começámos a falar mais um com o outro e como somos praticamente vizinhos, visto que é apenas uma serra que separa as duas corporações, como frequentamos sítios em comum e temos vários amigos em comum foi fácil e inevitável ficarmos amigos. Depois por coincidência, acabámos por ir tirar o TAS juntos e pronto, aí percebemos que tínhamos mais alguma coisa em comum para além da paixão pelos bombeiros!

12696593_10201387485444456_795473106_oVamos partilhar algo que ninguém sabe (risos), não houve pedido de namoro! Foi tudo diferente desde o início, começamos a namorar ao primeiro beijo e desde esse dia não nos voltámos a separar. É só isto que podem saber, a história toda só vamos contar aos nossos filhos e aos nossos netos!”

Marta e Nuno ponderam um dia casar, fazendo questão que estejam bombeiros presentes nesse dia.

“Faremos, obviamente, questão que estejam, fazem parte das nossas vidas, são nossos amigos e família.”

Para além dos desafios de uma relação normal, que desafios tiveram de ultrapassar enquanto casal de bombeiros?

Como pertencem a corporações diferentes, nem sempre é fácil conciliar os horários e dias de folga, mas tentam sempre conseguir um tempo para estar juntos.

“Já calhou em conversa um de nós pedir transferência para a corporação do outro…mas por mais que isso seja um desafio à relação, nenhum de nós consegue deixar a sua ‘casa’ e pronto, em termos de bombeiros continuaremos separados por uma serra (risos).”

Os bombeiros é algo que ambos adoram, mas enquanto casal é um verdadeiro desafio.

“Como o Nuno já ficou ferido num incêndio, é o chamado namorado galinha comigo” diz Marta.

Quando um sai para um incêndio, o outro, se estiver no quartel, fica a ouvir as comunicações, para saber o que está a acontecer. A situação torna-se mais difícil quando estão ambos a combater incêndios e não sabem um do outro,

“É o estar constantemente com o coração nas mãos, principalmente na época de incêndios, mas passa tudo quando nos encontramos (risos).”

“Como casal é uma aprendizagem constante, temos de saber lidar com as diferentes situações com que nos deparamos, como qualquer outro desafio. O medo e a preocupação nunca passam, mas aprendemos a lidar com eles da melhor forma.”

Na vossa perspetiva o que mudou nos bombeiros desde que entraram até à atualidade?

“Muito! Há muito mais formação e as coisas já não são feitas às três pancadas como eram antes. Sentimos muito mais segurança, embora o sentido de responsabilidade seja maior. Houve uma mudança da mentalidade dos bombeiros, felizmente, e temos mais noção dos riscos que corremos mas também sabemos melhor como os evitar. Acho que estamos no bom caminho!”

Ficamos assim com o testemunho da Marta e do Nuno, aos quais o Portal Bombeiros.pt agradece a amável colaboração.

Durante o dia de hoje, partilha connosco a tua história! Envia o teu testemunho e as tuas fotografias para redacao@bombeiros.pt

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.