Bombeiros voluntários sem vigilância médica devido a falta de verbas

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rastreio1Os bombeiros voluntários estão sem vigilância médica desde o início deste ano por falta de verbas mas o Estado diz que já deu ordem para transferência de cerca 216 mil euros.

O Programa de Vigilância em Saúde dos Bombeiros foi criado em 2013 e apoio os cerca de 300 mil bombeiros voluntários do país. Sendo voluntários, estes bombeiros não estão abrangidos pela vigilância médica no trabalho e então foi criado um protocolo com a Liga de Bombeiros Portugueses (LBP) para que recebessem esse apoio médico. No entanto, este programa encontra-se, este ano, suspenso por falta de verbas.

O Ministério da Administração Interna diz já ter determinado a transferência de 216 215 euros mas a LBP diz que estas verbas não chegaram.

Segundo o Jornal de Notícias (JN), em 2013 e em 2015 cerca de dez mil bombeiros foram sujeitos à vigilância médica, no entanto, existiu um contrato com uma empresa privada que detetou variados problemas de saúde nos bombeiros voluntários.

Dados revelados dão conta que, resultado da vigilância médica, já 1250 bombeiros foram encaminhados para consultas de especialidade. Outros dados numéricos sobre o assunto revelam que 43% dos voluntários são obesos, 26% sofre de tensão alta, 23% tem colesterol elevado, 15% apresentou alterações no ritmo cardíaco e 14% apresentava glicemia alta. Também foi dado conta de 3 bombeiros que tiveram de dar entrada nas urgências, 843 foram reencaminhados para os médicos de família, 305 para nutricionistas, 136 para oftalmologistas e 15 para cardiologia.

Note-se ainda que em 2014 e 2015 foram transferidos cerca de 525 mil euros para a LBP.

O Fundo de Proteção Social do Bombeiro dispensou, de 2013 a 2015,442 mil euros, sendo que sobrou apenas 82 mil euros que dizem não chegar para este ano. Compreenda-se que este fundo não se destina exclusivamente para gastos de vigilância médica mas também para as propinas dos voluntários estudantes e dos seus filhos e para pensões de sangue devido a familiares de bombeiros mortos em serviço.

Fonte: Porto Canal

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.