Bombeiros de Vieira do Minho ‘zangados’ com Governo e ANPC

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12541124_609969052489752_4836337092219154207_nCríticas à ausência de representantes do Governo e da Autoridade Nacional de Protecção Civil marcaram, ontem, a inauguração oficial do novo quartel dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, acto que encerrou as comemorações do 75.º aniversário da corporação.

Na sessão solene que se seguiu à bênção das novas instalações, o presidente da assembleia geral dos bombeiros vieirenses, Pinto da Costa registou “com mágoa” a ausência da ministra Constança Urbano de Sousa ou de qualquer representante do Ministério da Administração Interna, facto que classificou como uma “desconsideração”, mesmo reconhecendo que a falta de resposta ao convite possa ter sido justificada com “palavras mais infelizes de um ou outro dirigente”.

O comandante António Maceda admitiu compreensão pela ausência da ministra, mas não de outro governante, registando “desagrado” por um comunicado interno da Autoridade Nacional de Protecção Civil que proibiu qualquer representante deste organismo de participar na festa dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho.

Albino Carneiro, o presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, que convidou o anterior ministro da Administração Interna, Miguel Macedo, para a inauguração do novo quartel, afirmou que na festa do 75.º aniversário esteve a família dos bombeiros, registando “os que não quiseram estar”.

O conflito institucional entre os Bombeiros de Vieira, o MAI e a Autoridade Nacional foi igualmente comentado por Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros Portugueses. “Mais grave que a falta dos membros do Governo é a falta dos membros da Autoridade Nacional de Protecção Civil”, afirmou este dirigente, entendendo que “não se devem misturar questões operacionais e políticas”.

Nos vários discursos da sessão solene de encerramento dos 75 anos dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, por diversas vezes o ausente ex-ministro Miguel Macedo foi elogiado pelo papel que teve na aprovação do projecto do novo quartel.
Embora o nome da actual ministra da Administração Interna constasse, sujeito a confirmação, no programa de aniversário dos Bombeiros, há cerca de um mês, o presidente da direcção, Albino Carneiro, revelou que não tinha sido convidado nenhum membro do actual Governo para as cerimónias.

Câmara assegurou metade dos custos do novo quartel

Investimento de cerca de 1 milhão e 250 mil euros, o novo quartel dos Bombeiros de Vieira do Minho, operacional desde meados de Dezembro último, foi possível com uma comparticipação de mais de meio milhão de euros da Câmara Municipal, em apoios directos e indirectos. O restante financiamento foi assegurado por fundos comunitários e meios arrecadados pela corporação.
Na sessão solene que assinalou a inauguração das novas instalações, o presidente da Câmara Municipal, António Cardoso, garantiu a continuidade do apoio à corporação, nomeadamente através do subsídio anual e da comparticipação a 50 por cento dos salários da Equipa de Intervenção Permanente.

A corporação vieirense benzeu ontem uma nova viatura de combate a fogos florestais, orçada em 32 mil euros, para cuja aquisição a empresa EDP Produção contribuiu com 20 mil euros.
O presidente da direcção da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vieira do Minho, Albino Carneiro, apontou o esforço que a corporação fez para o aumento da área disponível no projecto inicial do quartel, nomeadamente do parque de viaturas, que representou um acréscimo de 250 mil euros relativamente ao montante comparticipado em 85 por cento pelo Programa Operacional de Valorização do Território.

O presidente da direcção considerou o novo quartel uma “obra inacabada”, já que há “ainda falta muita coisa”, nomeadamente em termos de equipamento.
Com 22 bombeiros assalariados num corpo activo de 62 elementos, os salários representam “um peso muito grande” na gestão dos bombeiros vieirenses.

Albino Carneiro salientou que os encargos salariais ascendem a 20 mil euros mensais, tendo referido, na sessão solene de ontem, que as reivindicações daqueles profissionais “são sempre justas, mas que não se pode esquecer “que esta casa tem limites financeiros” e que a direcção tem “procurado realizar uma gestão consciente, responsável e exigente”.

FONTE: correiodominho.com

Sobre o autor

Pedro Fonseca

Pedro Fonseca

É natural e residente em Gouveia, a sua vida profissional está ligada nestes últimos 16 anos à área de consultadoria em seguros. Em 2013 foi fundador da empresa LICATEL - Soluções em Telecomunicações onde é sócio/gerente. Desde tenra idade ingressou nas camadas jovens dos Bombeiros de Gouveia tendo permanecido alguns anos nos quadros, ultimamente passou pela Direcção da referida Instituição dinamizando a área de comunicação e imagem. Frequentou a licenciatura em Gestão de Marketing no IPAM de Aveiro. Passou por diversas Associações de Gouveia dando o seu contributo.