Ambientalistas acusam Proteção Civil de esconder reais efeitos dos incêndios

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DSC_0015A Quercus está muito preocupada com os incêndios nas zonas protegidas do Gerês e da Serra da Estrela. E acusa a Proteção Civil de dizer que o que arde é mato quando, afinal, também arde floresta.

A associação ambientalista Quercus acusa a Autoridade Nacional de Protecção Civil de estar a esconder os reais efeitos dos incêndios dos últimos dias.

Em causa os fogos que desde ontem atingem o concelho de Manteigas, no Parque Natural da Serra da Estrela, mas também um outro que na sexta-feira afectou o Parque Nacional da Peneda-Gerês.

À TSF, o presidente da Quercus, João Branco, diz que os ambientalistas não percebem o que leva a Proteção Civil a dizer recorrentemente que aquilo que tem ardido é mato, quando na verdade também tem ardido floresta.

Em Manteigas, a Quercus garante que já arderam 200 hectares, o equivalente a 200 campos de futebol. E na sexta-feira uma importante zona do Parque Nacional da Peneda-Gerês, na reserva integral do Ramiscal, também foi afectada pelos fogos, apesar de as autoridades não o terem revelado.

A Quercus sublinha que estes incêndios em zonas protegidas são também sinais da falta de investimento nos parques. João Branco sublinha que há praticamente dois anos que não existem verbas para a prevenção dos fogos e “só por milagre” não tem ardido mais território protegido.

Fonte: TSF

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.