Incêndio em armazém desativado levanta suspeitas

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Um incêndio destruiu por completo, esta quarta-feira, um dos pavilhões da fábrica Barcelense, localizada na zona industrial de Tamel S. Veríssimo, em Barcelos.

As chamas começaram a meio da manhã, mas só ao início da tarde é que os bombeiros deram o incêndio como extinto.

O espaço fabril, onde anteriormente chegaram a funcionar as caldeiras da fábrica, estava desativado, o que levanta suspeitas a um dos sócios gerentes da Barcelense. “Além deste espaço, também a tinturaria ao lado não estava a funcionar. Acho estranho, não estando lá ninguém isto começar a arder”, contou ao JN Arnaldo Barbosa.

A coluna de fumo, que era visível a quilómetros de distância, alertou uma das funcionárias da estamparia, que funciona perto. Foi esta trabalhadora que pediu socorro. No interior do armazém encontravam-se alguns restos de malhas e também algumas tintas. “Podia também ter uma ou outra barrica”, acrescentou Arnaldo Barbosa.

Num dos pavilhões anexos estavam a trabalhar perto de 55 funcionários, que, por medidas de precaução, foram evacuados.

A rápida intervenção das três dezenas de elementos de quatro corporações impediu que as chamas se propagassem aos restantes pavilhões anexos.

“Foi um combate difícil devido às matérias que tinha, alguns produtos químicos da tinturaria. No início, conseguimos fazer ataque direto, depois, por risco de colapso da estrutura, passámos a um ataque defensivo. Não havia condições para os homens trabalharem no interior”, explicou o adjunto do comando dos Bombeiros Voluntários de Barcelos, José Simões.

O incêndio foi dado com extinto depois das 13 horas, altura em que começaram a ser retirados os meios de combate às chamas para dar lugar a uma retroescavadora, que iria, apoiada com os elementos da Proteção Civil, avaliar se o edifício teria ou não de ser demolido. Devido às altas temperaturas, parte da estrutura começou mesmo a ceder ainda durante o combate às chamas.

Ainda não são conhecidas as causas do incêndio.

No local estiveram cerca de 30 elementos das corporações de Barcelos, Barcelinhos, Viatodos e Esposende. A GNR de Barcelos também foi chamada ao local para averiguar o que poderá estar na origem das chamas.

Fonte: JN

Sobre o autor

Ana Romaneiro

Ana Romaneiro

Nasceu em Évora onde cresceu e estudou. Desde muito cedo que partilha o gosto pela informática, que, a levou a tirar um curso profissional técnico de Gestão de Sistemas Informáticos, profissão que exerce na atualidade. A sua ligação aos bombeiros surge aos 13 anos ao entrar na fanfarra dos Bombeiros de Évora, onde permaneceu até 2013. Na atualidade integra a corporação os Bombeiros de Reguengos de Monsaraz, no posto de bombeira de 2º.