Petição quer acabar com o GIPS da GNR

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IMG_3855Uma petição que neste momento está a circular na Internet, quer colocar o fim ao Grupo de Intervenção Permanente GIPS, da GNR.

Criado em 2006, o Grupo de Intervenção de Protecção e Socorro (GIPS) da GNR é uma unidade preparada para acções de prevenção e intervenção de primeira linha, como no caso dos incêndios florestais.

Actualmente, as companhias do GIPS estão presentes em 11 distritos (Aveiro, Braga, Bragança, Coimbra, Faro, Leiria, Lisboa, Porto, Viana do Castelo, Vila Real e Viseu) e contam com um efectivo de cerca de 720 elementos.

À redação do o «Boca» d’ Incêndio chegou recentemente uma informação que dá conta que a Força Especial de Bombeiros está de momento a desencadear uma estratégia para aniquilar os GIPS, levando a cabo uma petição on-line.

No site onde está depositada a petição para as pessoas assinarem, pode ler-se que “A Força Especial de Bombeiros encontra-se sediada basicamente no centro-sul e sul do território Nacional.” Desta forma os promotores deste movimento referem que “sendo o norte do país o mais problemático a nível de incêndios florestais e outras ocorrências devido ao seu terreno, era de extrema importância a criação de bases…”

O «Boca» d’ Incêndio entrou em contacto com o departamento de comunicação do GIPS no sentido de obter reações a este movimento. O Tenente Arteaga Costa Gomes, referiu ao «Boca» d’ Incêndio que, “os GIPS da GNR são um grupo sólido e tem contribuído de forma inequívoca para a redução substancial dos incêndios em Portugal, dado que, para alem de apagarmos incêndios, entendemos que conseguimos impor respeito com a nossa presença.”

Costa Gomes referiu ainda que, “a petição só vem, na minha opinião, fragilizar a FEB, dado que a petição está carregada de insegurança por parte dos seus promotores”. Questionado pelo «Boca» d’ Incêndio sobre a envolvência da Autoridade nacional da Proteção Civil nesta petição, o Tenente referiu que “é provável que haja mão de alguém na estrutura farto dos nossos generais, mas nada os pode demover”.

Não existindo departamento de comunicação na FEB, o «Boca» d’ Incêndio não conseguiu de forma clara chegar a alguém que pudesse prestar declarações, de qualquer forma falámos com o responsável do movimento, que recusou identificar-se, que nos referiu que “a nossa força será reconhecida, aliás já começou quando passamos de boné para as boinas iguais às dos GIPS”, relativamente a este movimento, o mesmo responsável adiantou que “não faz sentido haver duas forças com comandos diferentes a fazer exatamente a mesma coisa” e por tanto rematou “queremos ser a única forma helitransportada”.

O «Boca» d’ Incêndio ainda tentou obter reações da Autoridade Nacional da Proteção Civil, mas não foi de todo possível dado ao imenso trabalho que têm tido para colocar o seu site na Internet operacional.
A petição pode ser vista e assina da em: http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT82173

 

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«Boca» d’ Incêndio

«Boca» d’ Incêndio

A «Boca» d’ Incêndio é o nome que intitula uma rubrica humorista do portal bombeiros.pt. Jornalistas e bombeiros desenvolvem semanalmente notícias humorísticas que “esmiúçam” os bastidores do mundo dos Bombeiros Portugueses e da Proteção Civil. Apesar de devidamente identificada como «Boca» d’ Incêndio, esta rubrica leva a que alguns dos nossos leitores acreditem no seu conteúdo, derivado à proximidade das notícias com a realidade. No entanto, todas as notícias publicadas na «Boca» d’ Incêndio são puramente ficcionais ou não e não pretendem mais do que trazer sorrisos e bom humor ao universo dos Bombeiros Portugueses e da Proteção Civil. Sorria e esteja atento às madrugadas de Sábado, no momento em que a «Boca» d’ Incêndio jorrará!

  • joaquim lucena

    Fiz uma denuncia ao gibs sobre um espaço que se encontra imundo na zona de Braga, susceptivel de provocar incêndio junto a várias habitações e estes senhores nem se dignam a vir tomar conhecimento da vergonha existente.Como disse ao sr. comandante são os meus impostos que ajudam a pagar-lhe o ordenado, que pelos vistos não chega para se darem a estes trabalhos.